quinta-feira, 5 de abril de 2007

Bateria ultraflexível dispensa recargas


Pesquisadores juntaram película (direita) com uma bateria de polímero (Foto: Reprodução)


Protótipo pesa dois gramas e tem menos de um milímetro de espessura.
Ainda não há planos para comercializar o produto.

Um grupo de pesquisadores europeus promete colocar fim à tarefa de recarregar baterias de telefones celulares, tocadores digitais e de outros eletrônicos. Isso porque eles conseguiram combinar uma fina película que funciona como célula solar (produz energia a partir da luz do sol) a uma bateria de polímero, criando uma bateria ultraflexível que se recarrega quando exposta a diferentes tipos de luz -- solar ou de ambientes internos.

O protótipo pesa dois gramas e tem menos de um milímetro de espessura. Ainda não há planos para comercializar o produto.

De acordo com a publicação on-line “Technology Review”, ligada ao MIT (Massachusetts Institute of Technology), a novidade é flexível o bastante para se integrar a eletrônicos muito finos, dobráveis, etiquetas inteligentes, relógios, brinquedos e controles remotos, por exemplo. A invenção desenvolvida durante três anos é parte de uma aliança de cinco países europeus para o projeto European Polymer Solar Battery.

“O potencial para esse tipo de produto é muito grande, considerando que há uma crescente demanda por fornecedores de energia portáteis que dispensam recargas”, afirmou Gilles Dennler, co-autor do projeto e pesquisador da empresa Konarka Technologies.

Para aumentar a vida útil das células solares, que são vulneráveis à fotodegradação após apenas algumas horas de exposição ao ar, os cientistas usaram uma barreira flexível de gás para protegê-las -- com isso, estenderam sua duração para três mil horas.

BRINCADEIRA COM REI BLOQUEIA YOUTUBE NA TAILÂNDIA




Site do Google teria se recusado a tirar vídeo ofensivo do ar.
Página já foi bloqueada no Brasil e também na Turquia.


O governo militar interino da Tailândia bloqueou o acesso dos internautas do país ao site de vídeos YouTube nesta quarta-feira (4), depois que o Google, dono do site, se recusou a retirar um clipe que zomba o monarca do país. O ministro das Comunicações, Sitthichai Pookaiyaudom, disse que ordenou o bloqueio de todo o site depois tentativas do ministério para a exclusão do vídeo na semana passada.

"Uma vez que o Google rejeitou nossos repetidos pedidos, não podemos deixar de bloquear todo o site na Tailândia", disse Sitthichai, um professor de telecomunicações que afirma ter passado a maior parte de sua vida acadêmica pesquisando aparelhos de espionagem. "Quando eles decidirem retirar o vídeo, nós vamos encerrar o bloqueio", acrescentou o ministro.

O YouTube tem entre seus milhões de vídeos um clipe de 44 segundos que ridiculariza uma foto do rei Bhumibol Adulyadej, o monarca a mais tempo no poder no mundo e que é reverenciado pelos 63 milhões de tailandeses. O usuário que enviou o vídeo, que já foi visto mais de 16 mil vezes, chama-se "paddidda" e tem sido duramente atacado pela maioria das pessoas que comentam o vídeo no YouTube.

"O rei é a figura mais venerável do país, ele é intocável", disse Metha Sakaowrat, presidente do Clube de Imprensa da Tecnologia da Informação, que reúne repórteres de tecnologia da Tailândia. Segundo Sitthichai, o YouTube afirmou a autoridades tailandesas que não considerou o vídeo ofensivo e que, por isso, rejeitou o pedido para a retirada.

Representantes do YouTube ou do Google, que pagou 1,65 bilhão de dólares pelo site, não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.

O trecho mais ofensivo aos budistas tailandeses foi uma justaposição de pés femininos, a parte mais baixa do corpo, acima da cabeça do monarca, a parte mais alta do corpo. Criticar ou ofender a realeza é crime na Tailândia. Aqueles considerados culpados podem ser condenados a até 15 anos de prisão.

Na semana passada, um suíço foi sentenciado a 10 anos de prisão por alterar imagens do rei, em uma rara condenação de estrangeiro no país. Oliver Rudolf Jufer, 57, recebeu uma pena de 20 anos de cadeia por cinco atos de crime contra a dignidade real. Mas o juiz do caso reduziu a pena depois de levar em consideração a admissão de culpa pelo suíço. Ele chegou a enfrentar o risco de ser condenado a um máximo de 75 anos de prisão.

O YouTube também já foi bloqueado na Turquia no mês passado, por conta de um vídeo ofensivo contra Mustafa Kemal Ataturk, considerado “pai dos turcos”. No Brasil, o site ficou fora do ar durante 24 horas em janeiro, por manter um arquivo que mostrava cenas picantes da modelo Daniella Cicarelli.

FBI INVESTIGA JOGOS DE AZAR NO PROGRAMA SECOND LIFE




Policiais já visitaram cassinos do programa on-line.
Especialistas acreditam que jogo viola leis dos EUA.
Investigadores do FBI (polícia federal norte-americana) visitaram os cassinos virtuais do programa on-line Second Life, a convite da Linden Lab, criadora desse mundo virtual. No entanto o governo norte-americano ainda não decidiu sobre a legalidade dos jogos de azar no universo virtual.

"Convidamos o FBI diversas vezes a observar o que acontece no Second Life e a expressar quaisquer preocupações que surgissem. Conhecemos pelo menos um caso em que agentes federais visitaram um cassino virtual", disse Ginsu Yoon, até recentemente diretor jurídico da Linden Lab e hoje vice-presidente de assuntos empresariais do grupo.

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O Second Life é um popular programa on-line com milhões de usuários registrados que tem economia e moeda própria. Os “linden dólares” podem ser convertidos em dólares norte-americanos.

Yoon disse que a empresa solicitou orientação quanto às atividades de jogos de azar virtuais no Second Life, mas que as autoridades norte-americanas até agora não haviam estabelecido regras para isso. O FBI e o procurador federal dos EUA para a região norte da Califórnia se recusaram a comentar.

Centenas de cassinos que oferecem jogos de pôquer, máquinas caça-níqueis e blackjack existem no Second Life. Embora seja difícil estimar a dimensão total da economia do jogo em Second Life, os três maiores cassinos de pôquer on-line estão realizando lucros de modestos US$ 1,5 mil por mês, de acordo com proprietários de cassinos e pessoas que conhecem o setor.

Off-line
A alta nas atividades de jogo do Second Life coincide com a repressão ao jogo on-line no mundo real pelo governo norte-americano, que ordenou a detenção de executivos de empresas on-line de jogos de azar cujas sedes ficam fora do território dos Estados Unidos.

A maioria dos advogados concorda que realizar apostas em linden dólares provavelmente representa violação dos estatutos norte-americanos de repressão ao jogo, que cobrem circunstâncias nas quais "algo de valor" seja apostado. Mas o grau de responsabilidade da Linden Lab sobre a prática e a probabilidade de que medidas repressivas venham a ser adotadas continuam a ser fatores desconhecidos.

O advogado especializado em tecnologia emergente do escritório Squire, Sanders & Dempsey, Brent Britton afirma que a Linden Lab pode ser potencialmente responsabilizada em acusações criminais segundo a legislação aprovada no ano passado e que se foca em companhias de cartões de crédito e outras formas de transferência eletrônica de fundos que permitem a jogatina na internet.

As regras da Linden Lab proíbem atividade ilegal. "Não é sempre claro para nós saber se uma simulação 3D de um cassino é a mesma coisa que um cassino, legalmente falando, e a questão não é clara para as autoridades com quem conversamos", disse Yoon. E mesmo se a lei fosse clara, ele afirmou que a companhia não teria como monitorar ou impedir o jogo no Second Life.

Orkut muda imagem de apresentação do site



Who do you know?
Durante meses, eles mostraram seus sorrisos a todos aqueles que entravam na página inicial do site de relacionamentos Orkut. Embaixo da frase “Who do you know?” (“quem você conhece?”), foi possível identificar entre os desconhecidos “recepcionistas virtuais” sósias dos cantores Chitãozinho, Paula Toller e até da Corona, uma morena que explodiu nos anos 90 com o insistente hit “The Rhythm of The Night”.

Pois bem. Nessa semana todos foram substituídos na página inicial do Orkut por desconhecidos que, por enquanto, não se parecem muito com ninguém (resumindo: por causa da reciclagem visual do site, Corona voltará ao esquecimento).

Diante da novidade apresentada pela rede social, o Bastidores da Redação lança o desafio: quem, desses novos "recepcionistas" do Orkut, você conhece? Alguém abaixo lembra o Ivan Lins? Existiria, por acaso, uma sósia de Avril Lavrigne? E será que o Thyrso, do BBBX, se juntou a Sabrina Sato, do BBBY? Vamos, lá, use a imaginação: who do you know?

Software dá visão humana às máquinas


Modelo computacional conseguiu identificar quando animais apareciam nas imagens (Foto: Divulgação)



Programa consegue diferenciar em pouco tempo os objetos “vistos”.
Novidade pode representar melhoras em robôs e câmeras inteligentes de segurança.
O cérebro humano consegue diferenciar um animal de outro objeto em movimento em cerca de 20 milisegundos, uma habilidade que pode ser importante para sua sobrevivência. Atentos a essa característica, cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveram um modelo computacional que pode resultar em melhoras na visão de robôs e também nas câmeras inteligentes de segurança.

O programa simula grupos de neurônios encontrados no córtex visual humano e imita a resposta deles a estímulos visuais. Os sinais são transmitidos de um grupo de neurônio para o próximo, da mesma maneira hierárquica que acontece no cérebro. “O processo começa com os neurônios associados às características básicas de reconhecimento até chegar naqueles responsáveis pelas mais sofisticadas”, explicou a “New Scientist”.

Durante testes, quando o modelo foi exposto a 150 imagens de animais e 150 relacionadas a outras figuras, sendo que a precisão em classificá-los foi parecida com aquela do cérebro humano. A principal diferença ficou no tempo: o programa demorou mais que as pessoas para fazer o reconhecimento.

Segundo os pesquisadores, essa missão é muito difícil para sistemas de visão artificial: animais têm tamanhos e formas extremamente variadas e, além disso, podem voar, ficar em pé ou pular.

“Criamos um modelo que leva em conta dados anatômicos e fisiológicos sobre o córtex visual e tenta simular o que acontece nos primeiros 100 milisegundos, ou logo depois que um objeto é visto. Essa é a primeira vez que um modelo tecnológico conseguiu reproduzir o comportamento humano nesse tipo de atividade”, afirmou o neurocientista computacional Tomaso Poggio, que liderou o estudo.

Rivais da EMI acompanham resposta ao download sem anticópia

Analistas dizem que gravadoras vão seguir exemplo.
Outros dizem que situação econômica difícil forçou decisão.
A EMI está assumindo um risco ao se tornar a primeira gravadora importante a abandonar o software de combate à pirataria para a venda on-line de sua música, mas as rivais de maior porte talvez estejam em posição melhor para desfrutar das eventuais recompensas.

A indústria da música vem usando os sistemas de administração digital de direitos, ou DRM, como ferramenta básica em sua luta contra o download ilegal, mas os críticos da prática argumentam que ela impõe restrições demais aos consumidores e prejudica os downloads legais de música.

Em resposta, a EMI, que este ano já lançou dois alertas de problemas de lucratividade, anunciou que colocará à venda para download uma versão de seu catálogo com qualidade melhorada de som e sem proteção.

Uma fonte setorial disse que as demais gravadoras devem acompanhar a experiência de perto, mas apontou que a EMI vinha enfrentando problemas devido à falta de álbuns de sucesso, recentemente, o que significa que qualquer potencial benefício talvez seja reduzido.

"É preciso ter sucessos que as pessoas desejem comprar, e depois definir plataformas e se o DRM será ou não usado", segundo a fonte.

No entanto, Mark Mulligan, analista da Jupiter, disse que a decisão muda o jogo completamente, e que sua expectativa é que as demais grandes gravadoras sigam a EMI rapidamente.

"Isso é algo que todas as gravadoras estão tendo de considerar... devido ao estado geral do mercado. Mas a EMI vem sofrendo mais que qualquer concorrente", afirmou.

"Ela não conta com o benefício de uma matriz poderosa, e não tem presença forte nos Estados Unidos. Precisa ser inovadora, e se manter adiante das tendências", acrescentou o analista.

O Warner Music Group afirmou que não vê lógica em abandonar o DRM, mas continua a testar o uso de arquivos sem proteção, o mesmo que vem fazendo a Universal Music, parte do grupo Vivendi.

Sob o primeiro acordo para distribuir essa nova forma de conteúdo, a iTunes, da Apple, venderá faixas da EMI por US$ 1,29, 1,29 euros ou 99 centavos de libra, um pouco acima de seu preço padrão. Os álbuns com qualidade de som melhorada e sem DRM manterão o mesmo preço. Pela Reuters

Google faz aliança para coibir crime no Orkut

Empresa fechou parceria com Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Órgão terá canal exclusivo de comunicação para denunciar crimes.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro anunciou nesta quarta-feira (4) ter fechado uma parceria com o gigante das buscas Google para reduzir a burocracia da exclusão de páginas do site de relacionamentos Orkut. O foco da ação são perfis e comunidades que fazem apologia a atividades criminosas.



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De acordo com o MP, um compromisso assinado entre as partes garante ao órgão público uma página especialmente criada no Orkut que deve entrar em funcionamento na próxima semana. Através dela, os promotores poderão pedir diretamente ao Google a remoção de conteúdo ou a preservação de informação relacionada a atividades criminosas -- os pedidos terão de ser atendidos em um dia útil.



Essa novidade só vale para ações ilegais cometidas por moradores do Estado do Rio de Janeiro. Quando os promotores identificarem informações criminosas ligadas a outras regiões, comunicarão as atividades aos órgãos públicos locais.


O MP do Rio de Janeiro ganhará uma conta no Orkut com o objetivo de fazer campanha contra a pornografia infantil e contra a disseminação do preconceito contra origem, raça, etnia, sexo, opção sexual, cor, idade, crenças religiosas e outras formas de discriminação, ou outras atividades ilegais, de competência desse órgão.


Outro ponto do acordo é a disponibilização no Orkut de um endereço de e-mail para o recebimento de reclamações dos usuários. Além disso, o Google afirmou se comprometer na promoção de campanhas para aconselhar os usuários contra atividades ilegais no serviço on-line e promover a utilização segura da internet em geral.

As medidas têm como objetivo amenizar os problemas que o Google vinha enfrentando no Brasil por causa do site de relacionamentos que reúne cerca de 50 milhões de usuários. O serviço já foi denunciado por servir como uma plataforma para diversos tipos de crimes no Brasil e, por isso, o gigante das buscas teve de fornecer dados de seus usuários à Justiça brasileira.