terça-feira, 14 de agosto de 2007

Governo pode anunciar sistema de rádio digital sem ter o resultado dos testes




Apenas uma emissora de rádio já entregou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o relatório com os resultados dos testes
Apenas uma emissora de rádio já entregou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o relatório com os resultados dos testes realizados no padrão digital de transmissão. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Slaviero, as emissoras entregarão os relatórios em até 60 dias. Mas a definição do governo sobre o sistema ideal pode sair antes disso. Se cumprir o prazo anunciado, o conselho consultivo apresentará sua proposta final até o dia 14 de setembro.

Atualmente, 16 emissoras de rádio AM e FM operam em caráter de teste no sistema norte-americano In Band on Chanel (Iboc). Outras 42 já pediram autorização à Anatel, mas ainda não iniciaram os testes. As únicas emissoras que irão testar o sistema europeu Digital Radio Mondiale (DRM) em ondas curtas (OC) são a Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília (UnB) e a Radiobrás. Os testes ainda não começaram.

"Ninguém [empresas de radiofusão] quis optar por testes com o outro sistema. E nós achamos importante, para poder estabelecer um comparativo entre os dois sistemas", disse o professor de Telecomunicações da UnB Lúcio Martins, ao anunciar os testes.

O diretor de TV Digital do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Juliano Castilho Dall`Antonia, alerta que “é preciso ter um volume razoável de dados para responder categoricamente qual sistema é o melhor. O que parece é que a discussão está incipiente. Precisava ter mais informação. Não é só uma discussão teórica. São tantos os parâmetros e os padrões possíveis, que precisa fazer um monte de testes, depois um monte de análises”, diz.

Para o presidente da Abert, “a discussão está muito madura” e os relatórios “vêm só contribuir no seguinte sentido: se a cobertura digital está maior, igual ou menor que a analógica. Não vêm necessariamente argumentar ou questionar a qualidade do padrão. A definição do padrão já está madura”.

O pesquisador do CPqD Takashi Tome ressalta, no entanto, que é “fundamental realizar um teste completo com ambos os padrões. Para ele, enquanto não for feito, todas as discussões carecem de embasamento. No caso da TV, foi realizado um teste na cidade de São Paulo envolvendo várias emissoras e analisamos todos os parâmetros. Foi um teste que demorou quase um ano”.

Takashi Tome diz que, entre as características tecnológicas que precisam ser observadas na prática estão a cobertura, qualidade do sinal recebido, recepção em todos os pontos e qualidade do áudio de cada um dos dois sistemas (o americano e o europeu). “Em cada sistema existem várias configurações. Não é como comparar melancia com melão”, diz o pesquisador.

As 16 emissoras de rádio AM e FM que realizam testes com o sistema americano Iboc se localizam nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Mas para Juliano Dall`Antoni, do CPqD, “estes testes estão muito pulverizados”, já que são feitos em apenas uma emissora de São Paulo e outra em Porto Alegre, e não em várias.

O presidente da Abert discorda. Segundo ele, “os testes têm caminhado muito bem e a migração traz um salto de qualidade impressionante”. O que falta, para Daniel Slaviero, e está causando a maior dificuldade para as rádios, é “a definição por parte do governo”.Agência Press

Google compra empresa de imagens aéreas


ImageAmerica é especializada na fabricação de câmeras de alta resolução, e fornceceu fotos ao Google Maps após o furacão Katrina


O Google anunciou a compra da ImageAmerica, empresa que fabrica câmeras de alta resolução para fotos aéreas.

Os termos do acordo não foram revelados.

O trabalho da ImageAmerica será incorporado ao Google Maps, e, segundo o LatLong - blog do Google que traz novidades sobre o Google Maps - os resultados da aquisição devem demorar um pouco para aparecer, pois novas imagens ainda estão em fase de pesquisa e desenvolvimento.

Fotos em preto-e-branco de alta resolução feitas pela ImageAmerica apareceram no programa de mapas do Google após o furacão Katrina, em 2005.

Google investe centenas de milhões de dólares em telefonia móvel


Reportagem do Wall Street Journal revela conversas da companhia com operadoras nos Estados Unidos e na Europa

O Google prepara investimentos de centenas de milhões de dólares em seu projeto de telefonia celular e já está em contato com operadoras dos Estados Unidos e da Europa, reportou a agência de notícias Reuters, citando o Wall Street Journal, na quinta-feira (02/08).

A Anian, companhia voltada ao mapeamento de tendências de indústria, identificou, na última semana, a parceria do Google com a chinesa High Tech Computer, a fim de criar um aparelho celular com software baseado no sistema operacional Linux. O produto deve chegar ao mercado no primeiro trimestre de 2008.

De acordo com o jornal, a empresa também teria procurado duas das maiores provedores de serviços wireless nos Estados Unidos, a AT&T e a Verizon, nos últimos meses, para negociar a venda de celulares integrados com a ferramenta de busca web do Google. Além disso, a T-Mobile, do grupo Deutsche Telekom, estaria interessada em expandir a aliança já existente com a marca no território norte-americano a outros mercados.

Fontes afirmam que a Verizon Wireless e a companhia não chegaram a um acordo sobre a possibilidade de negócio. Representantes da Verizon, T-Mobile e AT&T não comentaram o assunto.

A T-Mobile e a Vodafone já incorporam a busca do Google em seus serviços web para aparelhos móveis na Europa, enquanto a AT&T oferece a ferramenta como uma das diversas opções de busca. Mark Siegel, porta-voz da AT&T.

Por e-mail, o Google afirmou que “tem se aliado a operadoras e provedoras de conteúdo de todo o mundo, sem entrar em detalhes. De acordo com a companhia, o segmento wireless representa um mercado estratégico, no entanto, não há anúncio de planos para desenvolvimento de celulares.

Na semana passada, a empresa comentou que a Sprint Nextel estaria trabalhando na integração dos serviços do Google aos aparelhos de uma nova rede wireless, ainda em desenvolvimento.

Câmaras digitais livram Leica da falência


A fabricante alemã, que durante anos permaneceu fiel ao rolo fotográfico, apostou e ganhou.

Depois de anos de prejuízo, em resultado da queda substancial na procura de câmaras analógicas, a Leica regressa por fim aos lucros.

A prestigiada fabricante, pautada pela exclusividade dos seus produtos, chegou a correr o risco de falência, mas uma injecção de capital de última hora, por parte da multinacional austríaca ACM, evitou o desaire.

A aposta em câmaras digitais, em particular o modelo compacto M8 (10,3 megapixéis; 4500 euros), permitiu um encaixe financeiro de 4,17 milhões de euros no primeiro trimestre do ano fiscal (Março a Junho). No período homólogo de 2006 a empresa tinha perdido meio milhão de euros.

Arpões para caça à baleia substituídos por máquinas fotográfica


A observação das baleias, em especial dos cachalotes, e os golfinhos continuam a ser uma fonte de receitas para os Açores. A observação em alto mar tem fascinado turistas de todo o mundo.

No início dos anos 90, a caça à baleia foi proibida nos Açores, mas o fascínio por estes cetáceos não cessou, transformamndo-se numa fonte de receita... menos mortífera.
Tudo porque os antigos arpões utilizados para matar as baleias foram 'trocados' pelas máquinas digitais.

No arquipélago existem 23 empresas "Whale Watching" distribuídas por cinco das novas ilhas - São Miguel, Faial, Pico, Terceira e Graciosa - dedicadas à organização de expedições turísticas para observação de golfinhos e baleias em alto mar.

A observação destes gigantes dos mares transformou-se numa importante fonte de receita nos Açores. Em alto mar é possível observar cerca de 24 espécies de mamíferos, em especial golfinhos e cachalotes - a baleia mais emblemática daquela região. Citado pela Lusa, Riardo Serrão Santos, do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores sublinhou o "elevado nível de conservação da natureza nas ilhas" . "Além das baleias de bico, é possível observar baleias azuis (as maiores de todas) durante a Primavera" , ressalvou.

Intel quer unificar nomenclaturas

A empresa planeia rever o seu esquema de nomes para processadores, a partir de Janeiro de 2008.
A ideia é eliminar a confusão de nomes e simplificar as coisas para os consumidores.

Assim, sob esta nova direcção, os Intel Viiv Processor Technology e Intel vPro Technology passarão a ser conhecidos simplesmente como Intel Core 2 Duo with Viiv (ou vPro). Ainda segundo a DigiTimes, as distinções de nomes baseados em núcleos irão também desaparecer. Assim, os Core 2 Quad, Core 2 Duo e Core 2 Solo passarão a ser conhecidos, simplesmente, por Core 2.

Também os Penitum D e Pentium Dual Core serão agrupados sob o nome Pentium. Os Core 2 Extreme, Celeron e Xeon não sofrerão alterações de nomenclatura.

Apesar de este passo simplificar as coisas no campo da nomenclatura dos processadores, ainda não está claro como irá a Intel diferenciar os CPUs no que toca a quantidade de núcleos, velocidades, e tamanho da memória cache.Mais com certeza alguma coisa deverá ser feita porque o consumidor não aguenta mais esta bagunça.

Fujitsu pode triplicar capacidades de armazenamento


A Fujitsu vai utilizar lasers para aumentar a actual capacidade dos discos rígidos.

Usando tecnologia numa escala “nano” e lasers que aqueçam partes do disco para melhor conduzirem e localizarem a informação, a Fujitsu planeia triplicar a quantidade de dados que podem ser armazenados em disco.

A marca deixou um dado: um terabit pode ser guardado numa polegada quadrada (2,54cm quadrados) até 2010. Este número é três vezes superior ao que se consegue com a actual tecnologia de gravação em disco rígido. Segundo a Beta News, no entanto, a Fujitsu parece estar a apontar para os quatro terabits por polegada quadrada.Não é sonho mais em meiados de 2010 andaremos com celulares de 100 gigas e os computadores pessoais terão em média 4 terabytes.