Presidente da Aptel detalha, em entrevista exclusiva, projeto das "vilas digitais", que vai levar a tecnologia a localidades om até 50 mil habitantes, de forma gratuita.
é um assunto novo, mas ainda não encontrou seu caminho como modelo de negócios no Brasil. A chegada da tecnologia como alternativa para cabos, satélites ou fios de cobre parece, no entanto, só uma questão de tempo.
Pedro Luiz Jatobá, presidente da Associação de Empresas Proprietárias de Infra-estrutura e Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel), antigo defensor da tecnologia, explica, nesta entrevista exclusiva, o projeto das "vilas digitais", que vai levar a opção de banda larga a populações carentes do País, de forma gratuita, como forma de embasar a criação do plano de negócios e colocar o Brasil definitivamente na rota da web pela rede elétrica. Acompanhe.
cw – Como surgiu o projeto das vilas digitais?
Pedro Luiz Jatobá – Já tivemos vários testes da tecnologia nas condições brasileiras. Em Barreirinhas (MA), por exemplo, houve um teste com apenas três pontos (uma escola, um centro de artesanato e a Secretaria de Saúde municipal) em abril de 2004, durante seis meses.
Apesar de pequeno, esse teste foi bastante significativo do ponto de vista do desempenho. Como um estudo da Telebrasil mostrou que municípios com até 50 mil habitantes têm pouco acesso a serviços de telecomunicações, focamos nosso objetivo nessas pequenas comunidades.
As vilas ou cidades digitais serão o campo experimental no qual a população vai usar a web pela rede elétrica gratuitamente, por dois anos, e fornecer os subsídios para a criação do modelo de negócio. Serão quatro campos de testes em diferentes regiões do país onde esta tecnologia será testada, em conjunto com outras, para atendimento das demandas locais por serviços digitais de comunicação e informação.
CW – Que outras regiões receberão o serviço, além de Barreirinhas?
Jatobá - A cidade agroindustrial de Candiota, no Rio Grande do Sul, também será palco de projeto semelhante, enquanto Pirinópolis, em Goiás, estuda adotar. A Eletropaulo também avalia em que região de São Paulo pode testar a tecnologia. Em São Paulo, inclusive, a empresa de energia já implantou o PLC em um condomínio popular, para otimizar a medição do gasto de energia, mas não se interessou em explorar o outro negócio possível – o do acesso à internet. Na época, eles poderiam ter levado banda larga a todas as residências do condomínio.
CW – Há muito tempo se fala na opção de acesso à internet pela rede elétrica. A tecnologia tem evoluído com o tempo?
Jatobá – Sim. A tecnologia já é hoje muito diferente da que foi usada nos primeiros testes, anos atrás. Hoje ela já permite conexões a velocidades de até 200 Megabits por segundo (Mbps). Na verdade existem duas designações de origens diferentes: o padrão americano designa a tecnologia como BPL (Broadband over Power Line) e o padrão europeu rotula a mesma como PLC (Power Line Communication).
Hoje, inclusive, a Telefônica, na Espanha, utiliza o PLC em seu serviço de TV via web (de nome comercial Imagenio). O mundo todo está trabalhando nisso. No Texas, por exemplo, a IBM recentemente assumiu o papel de integrador em um grande projeto de PLC.
CW - Como podemos comparar a web pela rede elétrica com outras infra-estruturas, como DSL e cabo?
Jatobá – Existem vários critérios de comparação. Em termos de velocidade de conexão, a tecnologia PLC é mais rápida que satélite, rádio, cabo, DSL ou fibra óptica. Em termos de custo, o PLC é também mais barato do que os demais. Ele tem, no entanto, risco de interferência, conduzida e irradiada, e variações de impedâncias, de acordo com a topologia do lugar.
CW - Mesmo que o modelo de negócios não esteja claro, o senhor acredita que se trate de uma alternativa interessante economicamente?
Jatobá - Tudo indica que sim. Principalmente em países como o Brasil, com escassa infra-estrutura de telecomunicações convencional e vasta extensão territorial.
CW – Que peculiaridades do mercado brasileiro facilitam a adoção dessa infra-estrutura?
Jatobá - Uma vasta extensão territorial, o que amplia o custo de adoção de tecnologias wireless, escassez de infra-estrutura de telecomunicações convencional (rede telefônica e TV a cabo) e uma alta capilaridade da rede elétrica , que atinge 97% dos domicílios e chegará a 100% com o Programa Luz Para Todos do governo federal.
CW – Ainda que o modelo não esteja claro, quem deve atender o usuário final em um serviço como esse?
Jatobá – A própria empresa de energia dá o suporte ao usuário. Como, no entanto, internet não é o negócio dessas companhias, a idéia é atrair provedores de acesso para parcerias. Nosso desafio é descobrir como transformar essa alternativa em um negócio viável e interessante tanto para as empresas de energia como para os provedores.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Brasil Telecom terá banda larga pela rede elétrica a partir de dezembro
Companhia, que atua em 10 estados entre as regiões Centro-Oeste, Sul e Norte, pretende que cada tomada da residência do assinante seja um ponto de banda larga.
A Brasil Telecom está na fase final de testes técnicos para implantar a banda larga pela rede elétrica na casa do assinante. Dessa forma, todas as tomadas da residência do usuário se transformarão em um ponto de banda larga.
A iniciativa faz parte da estratégia de lançamento do serviço de TV pela internet (IPTV) da operadora, que deve acontece de forma comercial em setembro, segundo Sebastião Nascimento, que a Brasil Telecom trouxe da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para ser o consultor responsável pelo projeto.
Segundo ele, a companhia já estuda a tecnologia Power Line Communication (PLC) indoor - só dentro da casa ou do prédio - há cerca de um ano. Nos primeiros testes, ele conta, "a tecnologia deixava a desejar em relação à interferência de outros eletrodomésticos". A conexão era boa até que outro aparelho eletrodoméstico fosse ligado na casa.
A nova geração de equipamentos, entretanto, permite conexões a 200 Mbps - na anterior a velocidade era de 14 Mbps - e trouxe uma novidade para minimizar as interferências: uma técnica de modulação usada para a transferência das informações cujos dispositivos utilizam múltiplas portadoras, ao invés de uma única, na versão anterior.
"Não há como eliminar 100% da interferência, mas é possível minimizar bastante", afirma o consultor. Os fabricantes dos chipsets também tiveram o cuidado, nas versões mais recentes, de filtrar a banda dos radioamadores, outra medida para reduzir interferências.
A Brasil Telecom testou duas fabricantes de chipsets nos pilotos realizados em seus laboratórios: a espanhola DS2 e a americana Intelom. "Os resultados foram semelhantes e bastante satisfatórios", segundo Nascimento, o que mostrou que a tecnologia é viável.
"A vantagem é que cada tomada de uma casa pode ser um ponto de internet", ressaltou. A intenção da Brasil Telecom é que o PLC indoor seja parte do pacote de banda larga que vai oferecer a partir de dezembro, com a IPTV, para que o usuário não tenha restrições para assistir a programação, enquanto um irmão estiver navegando na internet ou mandando e-mails, por exemplo.
No caso da tecnologia indoor, ele explica que a operadora não precisa de acordo com a companhia de energia elétrica, já que fica restrita à casa do usuário. "Só é preciso homologar o serviço e os equipamentos na Anatel", esclareceu.
Segundo ele, a Brasil Telecom "é a primeira a fazer testes com a tecnologia de forma mais elaborada" e a intenção é lançá-la comercialmente em toda a sua região. "Não há limites geográficos", reiterou.Pelo IDG
A Brasil Telecom está na fase final de testes técnicos para implantar a banda larga pela rede elétrica na casa do assinante. Dessa forma, todas as tomadas da residência do usuário se transformarão em um ponto de banda larga.
A iniciativa faz parte da estratégia de lançamento do serviço de TV pela internet (IPTV) da operadora, que deve acontece de forma comercial em setembro, segundo Sebastião Nascimento, que a Brasil Telecom trouxe da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para ser o consultor responsável pelo projeto.
Segundo ele, a companhia já estuda a tecnologia Power Line Communication (PLC) indoor - só dentro da casa ou do prédio - há cerca de um ano. Nos primeiros testes, ele conta, "a tecnologia deixava a desejar em relação à interferência de outros eletrodomésticos". A conexão era boa até que outro aparelho eletrodoméstico fosse ligado na casa.
A nova geração de equipamentos, entretanto, permite conexões a 200 Mbps - na anterior a velocidade era de 14 Mbps - e trouxe uma novidade para minimizar as interferências: uma técnica de modulação usada para a transferência das informações cujos dispositivos utilizam múltiplas portadoras, ao invés de uma única, na versão anterior.
"Não há como eliminar 100% da interferência, mas é possível minimizar bastante", afirma o consultor. Os fabricantes dos chipsets também tiveram o cuidado, nas versões mais recentes, de filtrar a banda dos radioamadores, outra medida para reduzir interferências.
A Brasil Telecom testou duas fabricantes de chipsets nos pilotos realizados em seus laboratórios: a espanhola DS2 e a americana Intelom. "Os resultados foram semelhantes e bastante satisfatórios", segundo Nascimento, o que mostrou que a tecnologia é viável.
"A vantagem é que cada tomada de uma casa pode ser um ponto de internet", ressaltou. A intenção da Brasil Telecom é que o PLC indoor seja parte do pacote de banda larga que vai oferecer a partir de dezembro, com a IPTV, para que o usuário não tenha restrições para assistir a programação, enquanto um irmão estiver navegando na internet ou mandando e-mails, por exemplo.
No caso da tecnologia indoor, ele explica que a operadora não precisa de acordo com a companhia de energia elétrica, já que fica restrita à casa do usuário. "Só é preciso homologar o serviço e os equipamentos na Anatel", esclareceu.
Segundo ele, a Brasil Telecom "é a primeira a fazer testes com a tecnologia de forma mais elaborada" e a intenção é lançá-la comercialmente em toda a sua região. "Não há limites geográficos", reiterou.Pelo IDG
Vem Aí a Internet via Rede Elétrica:Grupos rivais de banda larga pela rede elétrica chegam a acordo
A parceria entre a Panasonic e a HomePlug cria um consenso amplo o suficiente para que uma proposta de padrão global possa surgir até o final deste ano na IEEE.
Redes de banda larga 'indoor' através da rede de energia elétrica ganharam um impulso na última sexta-feira (28/09) com a decisão de duas tecnologias rivais de unirem suas estratégias e levar produtos ao mercado em conjunto.
Brasil Telecom terá banda larga pela rede elétrica em setembro
A HomePlug Powerline Alliance e a Matsushita Electric Industrial Co. Ltd. (Panasonic) disseram que vão apresentar uma proposta conjunta para o Grupo de Trabalho IEEE P1901 para Banda Larga sobre PLC, que tenta chegar a um padrão global.
Essa proposta das duas companhias deve suportar tanto o padrão da Panasonic HD-PLC como a especificação HomePlug AV, de forma que os produtos lançados no futuro tenham interoperabilidade com os atuais dispositivos desenvolvidos sob qualquer uma das tecnologias, disse Oleg Logvinov, chief strategy officer da HomePlug.
A tecnologia, uma das mais recentes em banda larga 'indoor' pela rede elétrica, pode oferecer conexões a uma velocidade de 30 Mbps a partir de todas as tomadas da casa. Um adaptador do tamanho de um maço de cigarros pode se conectar com a tomada e fornecer conexão via rede Ethernet ou alguma outra.No IDG.
Redes de banda larga 'indoor' através da rede de energia elétrica ganharam um impulso na última sexta-feira (28/09) com a decisão de duas tecnologias rivais de unirem suas estratégias e levar produtos ao mercado em conjunto.
Brasil Telecom terá banda larga pela rede elétrica em setembro
A HomePlug Powerline Alliance e a Matsushita Electric Industrial Co. Ltd. (Panasonic) disseram que vão apresentar uma proposta conjunta para o Grupo de Trabalho IEEE P1901 para Banda Larga sobre PLC, que tenta chegar a um padrão global.
Essa proposta das duas companhias deve suportar tanto o padrão da Panasonic HD-PLC como a especificação HomePlug AV, de forma que os produtos lançados no futuro tenham interoperabilidade com os atuais dispositivos desenvolvidos sob qualquer uma das tecnologias, disse Oleg Logvinov, chief strategy officer da HomePlug.
A tecnologia, uma das mais recentes em banda larga 'indoor' pela rede elétrica, pode oferecer conexões a uma velocidade de 30 Mbps a partir de todas as tomadas da casa. Um adaptador do tamanho de um maço de cigarros pode se conectar com a tomada e fornecer conexão via rede Ethernet ou alguma outra.No IDG.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Governo dos EUA contrata blogueiros para opinar em sites árabes
O Departamento de Estado norte-americano contratou dois blogueiros de origem árabe para postar opiniões em cerca de 70 sites freqüentados por árabes, de acordo com o The New York Times. Desde novembro no ano passado, a dupla integra o escritório chamado Digital Outreach Team, que tem a missão de melhorar a imagem dos Estados Unidos no mundo muçulmano. No mês que vem, a equipe deve ser ampliada com a contratação de mais sete blogueiros, quatro para escrever em árabe, dois em farsi (Irã) e um em urdu (Paquistão e Afeganistão).
De acordo com o diretor do projeto, Brent E. Blaschke, a idéia é atingir quem não tem uma opinião política definida ou radical. Ele acredita que a maioria silenciosa dos muçulmanos que talvez simpatize com a Al-Qaeda ainda esteja aberta para receber informações sobre as políticas de governo dos Estados Unidos e os valores americanos. A equipe concentra sua atenção em sites e salas de chat de grande tráfego na comunidade muçulmana e que discutam a política americana, como BBC, Al-Jazira e Elaph.com, evitando sites radicais. Sempre se identificando como funcionários do Departamento de Estado americano, os blogueiros até agora só foram banidos do fórum islâmico da Fallujah.
Cada resposta é desenvolvida cuidadosamente em inglês pela equipe e então traduzida para o idioma árabe. "Tentamos pensar como quem recebe a mensagem. Liberdade para um árabe não tem necessariamente o mesmo sentido que para um americano. Honra, sim. Então dizemos que o terrorismo ofende a honra, o que repercute melhor", explicou Duncan MacInnes, diretor do Centro de Comunicação Anti-Terrorista, órgão ao qual é ligado o Digital Outreach Team.
Em documento de maio desse ano, o Departamento de Estado dos EUA informa o aumento da presença oficial americana em fóruns de discussão e chats, entre outras atividades na Internet consideradas fundamentais para as estratégias do país, além de revelar a exploração da aplicabilidade da missão em novas tecnologias como o mundo virtual Second Life.
Magnet
De acordo com o diretor do projeto, Brent E. Blaschke, a idéia é atingir quem não tem uma opinião política definida ou radical. Ele acredita que a maioria silenciosa dos muçulmanos que talvez simpatize com a Al-Qaeda ainda esteja aberta para receber informações sobre as políticas de governo dos Estados Unidos e os valores americanos. A equipe concentra sua atenção em sites e salas de chat de grande tráfego na comunidade muçulmana e que discutam a política americana, como BBC, Al-Jazira e Elaph.com, evitando sites radicais. Sempre se identificando como funcionários do Departamento de Estado americano, os blogueiros até agora só foram banidos do fórum islâmico da Fallujah.
Cada resposta é desenvolvida cuidadosamente em inglês pela equipe e então traduzida para o idioma árabe. "Tentamos pensar como quem recebe a mensagem. Liberdade para um árabe não tem necessariamente o mesmo sentido que para um americano. Honra, sim. Então dizemos que o terrorismo ofende a honra, o que repercute melhor", explicou Duncan MacInnes, diretor do Centro de Comunicação Anti-Terrorista, órgão ao qual é ligado o Digital Outreach Team.
Em documento de maio desse ano, o Departamento de Estado dos EUA informa o aumento da presença oficial americana em fóruns de discussão e chats, entre outras atividades na Internet consideradas fundamentais para as estratégias do país, além de revelar a exploração da aplicabilidade da missão em novas tecnologias como o mundo virtual Second Life.
Magnet
Novo buscador quer desbancar Google
O Google, a onipresente empresa que se tornou sinônimo de buscas na internet, poderá ganhar em pouco tempo um sério concorrente: uma jovem companhia da Califórnia, nos Estados Unidos, que afirma ter criado um sistema mais eficiente e humano para encontrar informações na rede. O Powerset, com sede na cidade de San Francisco, desenvolveu uma tecnologia de busca na rede baseada na "linguagem natural" e não em palavras-chave, como a utilizada pelos atuais sites de busca.
Barney Pell, co-fundador e diretor-executivo do Powerset, disse que este sistema "tenta entender o significado entre palavras de uma forma semelhante a como os humanos compreendem a linguagem".
"Ao contrário de outros mecanismos de busca que utilizam um índice de palavras-chave, o Powerset faz uma profunda análise lingüística de cada frase que lê", acrescentou. Ou seja: o Powerset pretende "entender" o significado dos termos e frases procurados, enquanto o resto usa um sistema de palavras-chave - mostrando páginas que contenham essas palavras em alguma parte de seu texto - e complicados algoritmos para determinar a importância dos resultados.
Os usuários do Powerset, por exemplo, poderão introduzir no campo de busca frases completas como "Quanto a Telefónica pagará de dividendos este ano?", em lugar de uma combinação de palavras como "dividendo + Telefónica + 2007".
Esta não é a primeira vez que um site de buscas tenta "entender" o idioma dos usuários, mas o Powerset chamou a atenção dos especialistas do setor porque sua tecnologia tem o aval do Centro de Pesquisa de Palo Alto (Parc, na sigla em inglês) de Silicon Valley (EUA), uma filial do grupo Xerox que está por trás de inovações como o mouse. Alguns veículos de imprensa americanos equipararam o Powerset ao Google em seu início e insinuaram que a firma pode até desbancar o popular mecanismo de buscas algum dia, mas Pell prefere não entrar nestas comparações. "Respeitamos o que o Google faz, mas nós estamos atacando o tema das buscas na Internet de um ângulo diferente", disse Pell.
Mas as comparações tornam-se inevitáveis quando se acessa a seção de empregos na página da companhia. Da mesma forma que o Google, o Powerset dá uma grande importância a sua cultura de empresa e oferece um ambiente de trabalho criativo e relaxante onde, por exemplo, os animais de estimação dos empregados são bem-vindos. A firma espera poder começar a operar para o grande público em 2008 e apenas em inglês, embora não descarte introduzir outros idiomas no futuro. Por enquanto, o Powerset está sendo testado por um grupo seleto de 500 usuários, num projeto conhecido como Powerlabs. "Tivemos uma grande demanda para oferecer acesso ao Powerlabs e a suas aplicações", explicou Steve Newcomb, co-fundador do Powerset e diretor de operações da empresa. "Já implementamos 27 idéias desenvolvidas pelos usuários do Powerlabs".
Apesar das tentativas de outros gigantes como Yahoo! e Microsoft de superá-lo, o Google lidera atualmente o setor e realiza cerca da metade de todas as buscas da Internet. No entanto, inclusive altos executivos do Google reconheceram que a tecnologia atual para encontrar informação na rede é passível de melhora. Por isso, a empresa investiu mais de US$ 2 milhões em pesquisa e desenvolvimento desde o final de 2005.
Os passos do Powerset estão sendo seguidos atentamente pelo setor, mas alguns especialistas se mostram céticos quanto ao sistema criado pela firma ser capaz, por exemplo, de compreender sinônimos ou entender os matizes da linguagem.
"Entender o significado de muitas palavras é difícil se não houver pessoas envolvidas no processo", disse Charlene Li, analista da empresa de consultoria em tecnologia Forrester Research, ao jornal americano USA Today.
EFE
Barney Pell, co-fundador e diretor-executivo do Powerset, disse que este sistema "tenta entender o significado entre palavras de uma forma semelhante a como os humanos compreendem a linguagem".
"Ao contrário de outros mecanismos de busca que utilizam um índice de palavras-chave, o Powerset faz uma profunda análise lingüística de cada frase que lê", acrescentou. Ou seja: o Powerset pretende "entender" o significado dos termos e frases procurados, enquanto o resto usa um sistema de palavras-chave - mostrando páginas que contenham essas palavras em alguma parte de seu texto - e complicados algoritmos para determinar a importância dos resultados.
Os usuários do Powerset, por exemplo, poderão introduzir no campo de busca frases completas como "Quanto a Telefónica pagará de dividendos este ano?", em lugar de uma combinação de palavras como "dividendo + Telefónica + 2007".
Esta não é a primeira vez que um site de buscas tenta "entender" o idioma dos usuários, mas o Powerset chamou a atenção dos especialistas do setor porque sua tecnologia tem o aval do Centro de Pesquisa de Palo Alto (Parc, na sigla em inglês) de Silicon Valley (EUA), uma filial do grupo Xerox que está por trás de inovações como o mouse. Alguns veículos de imprensa americanos equipararam o Powerset ao Google em seu início e insinuaram que a firma pode até desbancar o popular mecanismo de buscas algum dia, mas Pell prefere não entrar nestas comparações. "Respeitamos o que o Google faz, mas nós estamos atacando o tema das buscas na Internet de um ângulo diferente", disse Pell.
Mas as comparações tornam-se inevitáveis quando se acessa a seção de empregos na página da companhia. Da mesma forma que o Google, o Powerset dá uma grande importância a sua cultura de empresa e oferece um ambiente de trabalho criativo e relaxante onde, por exemplo, os animais de estimação dos empregados são bem-vindos. A firma espera poder começar a operar para o grande público em 2008 e apenas em inglês, embora não descarte introduzir outros idiomas no futuro. Por enquanto, o Powerset está sendo testado por um grupo seleto de 500 usuários, num projeto conhecido como Powerlabs. "Tivemos uma grande demanda para oferecer acesso ao Powerlabs e a suas aplicações", explicou Steve Newcomb, co-fundador do Powerset e diretor de operações da empresa. "Já implementamos 27 idéias desenvolvidas pelos usuários do Powerlabs".
Apesar das tentativas de outros gigantes como Yahoo! e Microsoft de superá-lo, o Google lidera atualmente o setor e realiza cerca da metade de todas as buscas da Internet. No entanto, inclusive altos executivos do Google reconheceram que a tecnologia atual para encontrar informação na rede é passível de melhora. Por isso, a empresa investiu mais de US$ 2 milhões em pesquisa e desenvolvimento desde o final de 2005.
Os passos do Powerset estão sendo seguidos atentamente pelo setor, mas alguns especialistas se mostram céticos quanto ao sistema criado pela firma ser capaz, por exemplo, de compreender sinônimos ou entender os matizes da linguagem.
"Entender o significado de muitas palavras é difícil se não houver pessoas envolvidas no processo", disse Charlene Li, analista da empresa de consultoria em tecnologia Forrester Research, ao jornal americano USA Today.
EFE
HDs usados facilitam roubo de identidade e dados


Discos rígidos devem passar por um processo de sobrescrita e exclusão de dados diversas vezes
Um estudo internacional revelou que a venda de discos rígidos usados representa sério risco para a segurança de seus usuários. Realizado na Austrália, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos, o estudo dos pesquisadores da British Telecom em conjunto com a Universidade de Glamorgan, em Gales; Universidade em Perth, Austrália; e Universidade Longwood, Virginia, Estados Unidos; concluiu que 37% dos 350 discos rígidos usados comprados online, em feiras ou lojas, ainda continham dados confidenciais.
Segundo o site NewScientist, destes equipamentos foi possível extrair informações bancárias e de cartões de crédito, detalhes salariais, registros médicos, históricos de compras online e até mesmo dados financeiros empresariais. Todas estas informações seriam extremamente úteis para fraudadores interessados em roubar identidades.
Para Andrew Blyth, da Universidade de Glamorgan, o problema aumenta quando funcionários trabalham com dados corporativos em casa. "É possível que existam milhões de discos rígidos à venda publicamente neste momento e que ainda possuam material altamente confidencial", alertou.
Comparada a 2006, a porcentagem de drives de segunda mão vendidos com dados confidenciais aumentou em 3%, o que mostra que os esforços de educação e as campanhas para que os discos rígidos sejam completamente limpos antes de vendidos não estão funcionando como deveriam.
Cada disco rígido sendo vendido, não pode ser apenas formatado. Deve passar por um processo de sobrescrita e exclusão de dados por diversas vezes, o que impede a fácil recuperação dos bytes ali contidos anteriormente.
Segundo uma porta-voz do ICO, departamento específico do governo inglês para proteção de dados, o tratamento indevido das informações pode levar ao roubo delas, que deveria ser notificado pelas empresas, sob pena de uma multa pesada. Sem idéia de que este roubo tenha acontecido, a notificação ficaria impossível.
O site inglês BCS lembrou que há poucos dias um disco rígido de segunda mão de propriedade do serviço de saúde pública da Grã-Bretanha foi disponibilizado para venda no leilão online eBay com dados de seus pacientes ainda acessíveis.
Com a quantidade de dispositivos externos de armazenamento, como drives USB, iPods e celulares, o problema deve aumentar em 2008, quando a BT pretende realizar uma nova etapa do estudo, incluindo estes aparelhos em suas análises.
Internet via rede elétrica que pode chegar a ter 200Mbps é mostrada no fisl 8.0




Computador ligado à Internet via eletricidade está à mostra no Fórum
No bairro da Restinga, na periferia de Porto Alegre, está sendo testado um dos únicos terminais de atendimento brasileiros que têm acesso à Internet através de um fio ligado diretamente na tomada. Um aparelho converte o sinal de internet para a rede elétrica, que depois é reconvertido por outra máquina, similar a um modem. A tecnologia está sendo apresentada no fisl 8.0.
"Uma das vantagens de transmitir dados pela rede elétrica é que 98% das residências do Brasil têm acesso", explica Luis Cunha, assessor de Relações Institucionais da Procempa, que coordena o projeto. "Pegamos um bairro afastado, que tem 120 mil habitantes. Apesar disso, não há cabeamento para Internet rápida, porque não daria lucro. Puxamos um cabo de fibra ótica até lá e acoplamos na rede elétrica. Tem até fila para usar agora", conta.
O acesso à Internet utilizando discagem, como funciona em boa parte das residências brasileiras, tem uma velocidade de 56 mil bites por segundo (56 Kb/s), normalmente. Utilizando a rede de cabos, chega a 2 milhões de bites por segundo (2 Mb/s). A Internet pela rede elétrica testada em Porto Alegre funciona a 45 milhões de bites por segundo, e será trocada, em breve, por um acesso de 200 milhões de bites por segundo, diz Cunha. "A transferência atual é pelo menos sete vezes mais rápida, dependendo do aparelho", explica o assessor de Projetos Especiais da Procempa Cirano Iochpe, e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Segundo Iochpe, a transferência de dados pela rede elétrica funciona convertendo os bits em pulsos elétricos, que circula depois como tensões e correntes. "O desafio técnico agora é fazer essa rede ter uma performance adequada. Até hoje, esses pequenos projetos do Brasil usavam uma tecnologia que não era desenvolvida especificamente para o Brasil. No Brasil, o sinal perde força, tem ruídos. Os novos equipamentos têm filtros eletrônicos para manter o sinal forte e reduzir as interferências - que, no Brasil, são enormes", explica.
A facilidade, entretanto, é enorme. Em um prédio com acesso pela rede elétrica, é possível tirar o computador de uma tomada e ligar em outra, por exemplo. A Procempa já faz testes para dois tipos de usos: telemedicina, que é organizar consultas em centros médicos que possam ser realizadas em hospitais distantes com auxílio do vídeo; e um canal de retorno para interatividade da TV digital. Enquanto a TV digital seria transmitida por antenas, a interatividade poderia ser feita pela rede elétrica.
Iochpe diz que não há intenção comercial ainda. "No início, pelo menos, não queremos competir com os provedores normais, apenas levar acesso a programas sociais, como telecentros e centros de saúde". A rede elétrica, diz Cunha, ainda não foi pensada como modelo de negócio.
Apesar que isto não é novidade a CEMIG já tem feito testes na rede elétrica em um bairro de Belo Horizonte a alguns anos atrás.
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